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Falta de chuvas já causam problemas no município

Data de inclusão: 12/09/2017 14:46

O longo período de calor e falta regular de chuvas já vem causando problemas em São Bento do Sul.

Nesta semana o vice-prefeito, secretário de Agricultura e secretário de Obras Márcio Dreveck falou sobre o assunto que já preocupa. Conforme explicou Márcio, "já estamos sentindo as consequências deste período seco e de calor em diversos pontos do município, desde às estradas de terra com excesso de poeira até os campos onde a produção que deveria ser semeada ainda não foi", disse.

Problema nas ruas - Contando com mais de 600 quilômetros de vias não pavimentadas por todo o município, este é um dos grandes desafios para a Secretaria de Obras.

Márcio comentou que são diversos pedidos que chegam à secretaria diariamente solicitando o caminhão pipa para molhar as ruas em virtude do excesso de pó.

"É muita poeira, e com este calor e tanto tempo sem chuvas, nem o caminhão pipa consegue mais vencer a demanda", comentou o secretário.

A secretaria de Obras conta com dois caminhões pipa percorrendo as vias diariamente, mas como comentou Márcio, "a demanda está realmente além de nossa capacidade por não possuirmos tantos equipamentos", disse.

Quanto ao trabalho de molhar as vias, a prioridade são as vias utilizadas como ligação entre bairros, vias que contam com estruturas públicas como creches, escolas e unidades de saúde, além de vias com tráfego intenso de veículos e transporte coletivo.

As demais ruas cuja população registra a solicitação através da secretaria de Obras são atendidas na medida do possível.

"O problema é que como as vias estão muito secas e com uma camada de alguns centímetros de pó, o que molhamos já está seco praticamente uma hora depois, e em muitos trechos a água praticamente não consegue penetrar no pó para encharcar o solo", explicou Márcio Dreveck.

Abastecimento prejudicado - Outro problema que já começou a surgir foi a redução do nível de água em alguns dos pontos onde o caminhão pipa retira água para seu abastecimento.

Os pontos utilizados de costume localizam-se nos bairros Centenário, Lençol, Serra Alta, Rio Vermelho e Colonial, e em alguns deles o volume de água já está baixando, o que, em alguns casos, inviabiliza a captação de água para o caminhão, pois o equipamento utilizado, que é composto pela mangueira e pela bomba, necessita de uma profundidade mínima para conseguir bombear a água para o tanque.

"O fato de não conseguirmos mais bombear água de alguns pontos encarece o nosso trabalho, pois o caminhão precisa se deslocar por distâncias maiores para se abastecer, e com isso aumenta o consumo de combustível", disse Márcio Dreveck

Medidas para economizar - Mas algumas medidas criativas são utilizadas também para contribuir com a economia principalmente de combustível.

O diretor de obras Paulo Zwifka comentou sobre a captação de água em um tanque que está acima do nível da rua. Com uma estrutura simples construída pela equipe, a água é canalizada e transferida diretamente para o tanque do caminhão com o auxílio da própria gravidade, sem a necessidade de ligar a bomba do caminhão, o que proporciona a economia de combustível e de tempo, pois para encher o tanque bombeando água o tempo necessário é de aproximadamente 20 minutos, e com a água encanada do tanque este tempo é reduzido pela metade.

Dados do Samae - Conforme informações do Samae, repassadas pelo diretor técnico Luis Sérgio Ferreira, o abastecimento de água para a população ainda não está sofrendo redução.

Conforme informou, a represa no bairro Rio Vermelho onde a água é captada para a estação de tratamento está mantendo o nível dentro da normalidade, mesmo com longo período sem chuvas normais.

Mas mesmo com o abastecimento de água se mantendo dentro da normalidade, o Samae pede prudência no consumo para toda a população.

Sobre os níveis de chuvas, a situação chama a atenção pelos dados registrados.

Através de um levantamento com base nas estações pluviométricas instaladas no reservatório da Rua João Pauli e na captação de água bruta do rio Vermelho, o nível de chuvas registrados entre julho e setembro do ano passado e deste ano apresentou uma redução de 61,40%.

No comparativo, em julho de 2016 foram registrados 77,8mm e neste ano 43,28mm, com uma redução de 44,37% no volume de chuvas.

Em agosto do ano passado foram registrados 182,3mm de chuvas, e neste ano 73,32mm, apresentando uma redução de 59,78% no nível de chuvas do mês.

E até o momento a situação mais crítica é a verificada no mês de setembro, onde ano passado foram registrados 73mm e neste ano apenas 0,39mm, o que representa uma redução de 99,09% no volume de chuvas.


Joberth Krause – MTB 4280SC
Assessoria de Imprensa
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Contatos: imprensa@saobentodosul.sc.gov.br | 3631.6132 | 3631.6114 | 3631.6154


 

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