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Educação

Alunos da EBM Prefeito Alfredo Diener organizam sessão cívica

26/08/2019 16:12

Alunos da Escola Básica Municipal Prefeito Alfredo Diener foram os responsáveis pela sessão cívica realizada no Centro Administrativo Leopoldo Zschoerper, nesta segunda-feira (26). Durante o evento, os estudantes apresentaram algumas lendas do nosso folclore, em comemoração ao Dia do Folclore, celebrado em 22 de agosto.

Após a execução do Hino Nacional, o aluno Higor Fary de Oliveira Barros, do 4º ano, explicou que o folclore brasileiro é a junção de lendas, contos, mitos e histórias sobre criaturas e seres fantásticos que habitam o imaginário de povos tradicionais de diversas regiões do país. 

É formado com base na mistura de tradições típicas das várias culturas que formam a identidade da nação, com destaque para a portuguesa, indígena e africana, e também é composto por festas, brincadeiras, crenças, comidas típicas e outros costumes que eram transmitidos oralmente entre as diferentes gerações. Os alunos, então, iniciaram apresentações das lendas mais populares do Brasil. 

Os alunos do período integral II apresentaram uma coreografia da música “O Lobisomem“, do Trem da Alegria. Em seguida, os estudantes Maria Eduarda, Mikael, Maria Cecilia, Victor, Ana Clara e Daniel representaram os personagens do folclore da Lenda da Mãe de Ouro, da Lenda do Boto, Lenda da Mandioca, Lenda do Guaraná, Lenda da Vitória-Régia e do Barba Ruiva. 

“Agradeço à direção e às professoras pela organização deste momento e que vieram compartilhar conosco. Hoje estamos em uma sociedade da era tecnológica, que quer tudo para ontem, e vejam essas histórias contadas aqui. O folclore é sempre trabalhado nas escolas e ele estará sempre vivo. Nós temos que valorizar o nosso folclore, pois isso também é civismo”, disse a secretária de Educação, Rosemari Strack Cândido.

O vereador Jairson Sabino agradeceu à Secretaria de Educação por aceitar a sua proposição para a realização das sessões cívicas e também parabenizou aos alunos pela participação no evento. “Esse momento é uma forma de resgatar os valores cívicos”, comentou. 

O evento encerrou com a execução do Hino de São Bento do Sul.

As lendas apresentadas: 
Lenda da Mãe de ouro 
A Mãe de ouro é uma personagem do folclore brasileiro, muito popular no interior das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.

Possui a aparência de uma linda mulher. Aparece sempre trajada de um lindo vestido branco. Em algumas regiões, a Mãe de ouro é também representada por uma bola de fogo que tem a capacidade de se transformar em uma linda mulher.

De acordo com a lenda, a Mãe de ouro tem a capacidade de voar pelos ares, indicando locais onde existem jazidas de ouro que não devem ser exploradas pelo homem. Desta forma, é uma espécie de protetora destes depósitos naturais de ouro.

Há também versões de que a Mãe de ouro atue como uma defensora das mulheres que são maltratadas pelos maridos. De acordo com a lenda, a Mãe de ouro atrairia homens casados para uma caverna, libertando assim as esposas destes maridos e colocando no caminho delas homens bons.

Lenda do Boto 
A lenda do boto tem sua origem na região amazônica (Norte do Brasil). Ainda hoje é muito popular na região e faz parte do folclore amazônico e brasileiro.

De acordo com a lenda, um boto cor-de-rosa sai dos rios amazônicos nas noites de festa junina. Com um poder especial, ele consegue se transformar em um lindo, alto e forte jovem. Ele usa um chapéu para esconder o rosto e disfarçar o nariz grande. Vai a festas e bailes noturnos em busca de jovens mulheres bonitas. Com seu jeito galanteador e falante, o boto aproxima-se das jovens desacompanhadas, seduzindo-as. Logo após, consegue convencer as mulheres para um passeio no fundo do rio. Na manhã seguinte ele volta a se transformar no boto.

O boto cor-de-rosa é considerado amigo dos pescadores da região amazônica. De acordo com a lenda, ele ajuda os pescadores durante a pesca, além de conduzir em segurança as canoas durante tempestades. O boto também ajuda a salvar pessoas que estão se afogando, tirando-as do rio.

Lenda da Mandioca 
De acordo com a lenda, uma índia tupi deu à luz a uma indiazinha e a chamou de Mani. A menina era linda e tinha a pele bem branca. Vivia feliz brincando pela tribo. Toda tribo amava muito Mani, pois ela sempre transmitia muita felicidade por onde passava.

Porém, um dia Mani ficou doente e toda tribo ficou preocupada e triste. O pajé foi chamado e fez vários rituais de cura e rezas para salvar a querida indiozinha. Porém, nada adiantou e a menina morreu.

Os pais de Mani resolveram enterrar o corpo da menina dentro da própria oca, pois era a tradição e o costume cultural do povo indígena tupi. Os pais regaram o local, onde a menina tinha sido enterrada, com água e muitas lágrimas.

Depois de alguns dias da morte de Mani, nasceu dentro da oca uma planta cuja raiz era marrom por fora e bem branquinha por dentro (da cor de Mani). Em homenagem à filha, a mãe deu o nome de Maniva à planta.

Os índios passaram a usar a raiz da nova planta para fazer farinha e uma bebida (cauim). Ela ganhou o nome de mandioca, ou seja, uma junção de Mani (nome da indiazinha morta) e oca (habitação indígena).

Lenda do Guaraná
De acordo com o folclore amazônico, um casal de índios desejava muito ter um filho. Certo dia, resolveram pedir um filho para Tupã uma das principais divindades da mitologia tupi-guarani.

Tupã ouviu os pedidos daquele bondoso casal e resolveu dar-lhes um menino. Ao crescer, o filho desejado do casal tornou-se um lindo jovem bom e generoso.
Com inveja da bondade, paz e generosidade do jovem índio, Jurupari considerado divindade do mau e das trevas resolveu eliminá-lo. Transformou-se em uma cobra venenosa e picou o jovem índio, quando ele estava nas matas, levando-o a morte.

Então, Tupã enviou fortes trovões e relâmpagos para as proximidades da aldeia. Triste e chorando muito, a mãe do índio morto acreditou que eram sinais para que ela enterrasse os olhos dele em solo próximo à aldeia.

Dos olhos dele nasceram plantas que deram lindos e saborosos frutos, cujas sementes pareciam com os olhos negros do jovem e bom índio morto.
Surgiu assim, de acordo com esta linda lenda indígena da Amazônia, o guaraná.

Lenda da Vitória-Régia 
Conta a lenda que uma índia chamada Naiá, ao contemplar a lua que brilhava no céu, apaixonou-se por ela.

Segundo contavam os indígenas, a lua descia à terra para buscar algumas índias e transformá-las em estrelas do céu. Naiá ao ouvir essa lenda, sempre sonhava em um dia virar estrela ao lado da lua.

Assim todos as noites, Naiá saia de casa para contemplar a lua e aguardar o momento da lua descer no horizonte e sair correndo para tentar alcançar a lua.

Todas as noites Naiá repetia essa busca, até que uma noite Naiá decide mais uma vez tentar alcançar a lua, nessa noite Naiá vê o reflexo da lua nas águas e sem exitar mergulha na tentativa de tocá-la e acaba se afogando. A lua se sensibiliza com o esforço de Naiá e a transforma na grande flor do Amazonas, a Vitória Régia, que só abre suas pétalas ao luar.

Barba Ruiva
Barba Ruiva é um homem encantado que mora na lagoa de Parnaguá, no Piauí. Ele é capaz de se transformar em menino, moço e velho ao longo do dia. Abandonado pela mãe ao nascer, o sujeito se aproxima das moças na esperança de que uma delas quebre o feitiço.

Conta-se que uma senhora viúva morava com suas três filhas. Um dia, umas delas começou a se sentir mal, com enjoos e cansaço. Todos pensavam que ela estava doente, mas, na verdade, a menina estava grávida do namorado que havia morrido.

Por isso, ela decide ter o seu filho sozinha na mata. Quando o menino nasceu, ela o coloca numa bandeja de cobre e a joga no rio.

Ao ver o gesto da mãe, a Iara, guardiã das águas, fica indignada. Da sua ira começa uma grande enchente que cobre toda a mata e as casas do lugar, dando origem à lagoa de Parnaguá.

Passado algum tempo, os habitantes começam a escutar um choro de bebê vindo do fundo da lagoa.

Posteriormente, as lavadeiras que trabalhavam na beira da lagoa viam um menino pela manhã. Quando voltavam à tarde, viam um homem adulto, de barba ruiva, que tentava beijá-las e abraçá-las. Por fim, ao entardecer, viam um velho com barba branca.

Era o “Barba Ruiva”, o menino que fora abandonado, mas acolhido pela Iara. Ele tenta desesperadamente aproximar-se de uma moça que seja corajosa para libertá-lo do seu encanto.

Viviane de Vargas Miranda
Assessoria de Imprensa
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